Debates mensais

No domingo, dia 11 de outubro, o Bloco de Esquerda Cascais promoveu uma CONVERSA com ANTÓNIO LOUÇÃ com o tema de “Quando um acidente no Estoril abriu a Franco o caminho do poder”, integrada nas tertúlias do GIMBR, Rebelva.


O ponto de partida da conversa foi a permanência no espaço público nos dias de hoje, em Cascais (Areia), de um memorial patrocinado pelo fascismo espanhol, em 1961, ao General Sanjurjo, assinalando o local do acidente da avioneta onde seguia para Burgos. Salientando-se que não representa nenhum acontecimento significativo para a história de Portugal.

Foi traçado o perfil político-militar e o percurso de conspirador de direita nacionalista de Sanjurjo, das guerras coloniais em Cuba e Marrocos à participação no golpe militar de Primo de Rivera e à liderança da conjura antirepublicana de 1932, conhecida pela “Sanjurjada”.

Preso, condenado à morte, com pena comutada e amnistiado em 1933, viria a exilar-se voluntariamente em Portugal, em 1934. Com a sublevação militar em marcha contra a República e a vitória da Frente Popular nas eleições de 1936, Sanjurjo planeava ir para Burgos e liderar o movimento.


É nesta altura que se dá o acidente mortal, Salazar tinha proibido a utilização de qualquer aeroporto do Estado, assim a avioneta vai partir de uma pista improvisada num hipódromo na Quinta da Marinha.


Sabotagem ou apenas excesso de cargas, Sanjurjo quis levar os seus uniformes de gala por acreditar que seriam necessários para as comemorações de vitória, a verdade é que este acidente contribuiu para consolidar a posição de Franco.

No fim, houve espaço para intervenções dos participantes na tertúlia.



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