
A notícia de que a população mais carenciada de Cascais não poderá vir a utilizar o Residência Sénior que a delegação da Costa do Estoril da Cruz Vermelha está a construir com apoio camarário, motivou um conjunto de questões do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal. António Capucho não respondeu à interpelação bloquista.
Intervenção do Deputado Municipal Tiago Vicente
É público que a Cruz Vermelha Portuguesa inaugurou na Parede uma residência sénior para 40 utentes. Esta obra começou em 2008 e foi inaugurada o mês passado. O terreno foi cedido pela Câmara Municipal de Cascais e a obra foi orçada em 4 milhões de euros dos quais 1 milhão foi atribuída pela Câmara Municipal de Cascais. Sabemos que as vagas já estavam completas mesmo antes de a obra estar concluída.
Segundo a notícia num jornal local a presidente da delegação da Costa do Estoril da Cruz Vermelha Portuguesa disse que este projecto não se destina a população carenciada, dado não existir nenhum acordo com a Segurança Social.
O senhor presidente da Câmara também nessa notícia frisou que estava contente porque em plena crise nacional foi possível abrir este equipamento.
Se estamos em crise e e se os mais desfavorecidos é que necessitam destes tipos de apoios.
Gostaríamos de saber:
- Porque é que a Câmara não salvaguardou vagas para idosos desfavorecidos?
- O que significa “as pessoas irem pagar o mínimo” (Jornal de Cascais)? Que garantias tem a CMC, em troca do seu financiamento e cedência de terreno?
- O que têm previsto para diminuir a falta deste tipo de equipamentos direccionados para a população idosa mais desfavorecida?
- Por que razão subsidiou este equipamento a esta organização, quando não revela neste caso concreto, responsabilidade social com o segmento mais pobre e isolado da sociedade portuguesa?
26 de Novembro de 2010